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Com o início do período de chuvas no interior do Estado e
Dentre os pontos principais que se mostram como atrativos para a visitação podemos destacar: a serra do Cuó, onde encontra-se o pico dos americanos ponto culminante do relevo campograndense; as gravuras e pinturas rupestres do sitio Santa Maria, da laje do menino na fazenda Boa Vista e serra do Cuó; a cachoeira do tapuio na serra da batalha onde nasce o rio Paraú que banha as cidades de Triunfo Potiguar e Paraú; a laje da fazenda Pedra Branca; o açude do Morcego e a Igreja Matriz de SantAna construída em 1756. Para os que desejam conhecer melhor nosso município entrar em contato com Thiago Gondim e/ou Junior Liberato que estão trabalhando para que o turismo ecológico em Campo Grande aconteça.
Por Thiago Gondim.
GRAVAÇÃO DO MAIS NOVO CD AO VIVO

Neste dia 13 de março em Natal acontecerá a gravação do mais novo cd ao vivo do cantor ALESSANDRO, será no Bodega Bar. Estão todos convidados.
FRATERNIDADE E DEFESA DA VIDA
A Campanha da Fraternidade de 2008 já tem tema: “Fraternidade e defesa da vida”; e o lema é: “escolhe, pois, a vida”. Este tema assume importância sempre maior no Brasil e no mundo em vista das ameaças e agressões constantes à vida, o bem mais importante e precioso sobre a face da terra.
Nas suas múltiplas formas e manifestações, a vida é um bem impagável e indisponível; cada ser vivo manifesta, à sua maneira, a sabedoria e a insondável providência de Deus Criador. Não criamos a vida, mas temos o tremendo poder de destruí-la; e a destruição da vida pelo descuido e a imprudência humanas, ou pela ganância sistemática e cega, é ofensa ao Criador. Muitas formas de agressão ao ambiente, bem como a interferência leviana na natureza dos organismos vivos, coloca em sério risco a existência da muitos seres vivos, vegetais ou animais. Vem ao caso de perguntar: que tipo de mundo e ambiente estamos preparando para as gerações que virão depois de nós?!
É impressionante o número de abortos clandestinos realizados todos os anos no Brasil. São seres humanos inocentes e indefesos rejeitados, aos quais é negada a participação no banquete da vida. E com os abortos clandestinos, tantas mulheres também perdem a vida, em conseqüência de abortos mal-feitos. Legalizar o aborto seria a solução, para salvar a vida de muitas mulheres? É o que alguns pretendem. Mas essa solução seria trágica, cruel e imoral, pois ambas as vidas são preciosas, tanto mais, quanto menos culpa têm a pagar. A vida da mãe e do filho precisa ser preservada. A solução é a educação para a maior valorização da vida humana e para comportamentos sexuais conseqüentes com a grande responsabilidade de transmitir a vida a um novo ser humano.
O lema – “escolhe, pois, a vida” (Dt 31,19b) – é tomado do livro do Deuteronômio. O povo hebreu, beneficiado pela ação libertadora e salvadora do Deus da vida, é colocado por Moisés diante da grave alternativa: escolher a vida e um futuro esperançoso para si e seus descendentes, permanecendo fiel aos mandamentos de Deus, ou escolher a morte, andando por caminhos de idolatria e servindo a “deuses” fabricados para a própria conveniência. Isso vale para a globalidade das decisões humanas: nossas escolhas têm conseqüências sobre a vida e o futuro. A escolha livre e responsável do respeito aos mandamentos de Deus e do seu desígnio de vida significa bênção, esperança, futuro. O desprezo ao desígnio do Deus da vida e seus mandamentos traz a desgraça, a morte.
Esta é a grande questão posta pela Campanha da Fraternidade de 2008, que será ocasião para refletir sobre a complexa problemática que atinge a vida sobre a terra, em especial, a vida humana. Está em jogo o futuro da vida na Terra, nossa casa comum, e de todos os seus habitantes. Uma solução responsável só poderá ser solidária e fraterna, no pleno respeito ao desígnio de Deus Criador e Senhor da vida.
A GRAVE SITUAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS DO RN
Marcelo Hollanda
Da Tribuna do Norte
O caminhão-pipa alugado pelo Exército anda lentamente pela BR 304 sob o sol escaldante dos últimos dias. Vagarosamente, ele corre no mesmo sentido da adutora Sertão Central Cabugi, levando a mesma água do canal do Pataxó.
Enquanto o caminhão vai atender uma pequena propriedade ou distrito da região, os quilômetros de tubulação da adutora foram construídos justamente para diminuir a desigualdade hídrica na região do Sertão de Angicos com água captada da barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
Uma desigualdade que não se reflete no nível das águas dos açudes, mas na sua gestão e na preservação dos mananciais.
Em 2004, por essa mesma época, o sangramento dos maiores reservatórios do Estado promoveu o “carnaval das águas”. Era o fim da escassez de uma década. Os últimos quatro anos o regime irregular de chuvas baixou muito o nível dos açudes, mas não há uma viva alma no Seridó ou na região central do Estado que não acredite que chuva é só questão de tempo – tão certo como ela cai de cima para baixo.
O problema é bem outro. Para contá-lo vamos recorrer a personagens unidos por um único laço: a pobreza. É por esse fio condutor que será possível mostrar, independentemente do nível dos reservatórios, o drama daqueles que nunca têm água na torneira, mesmo a poucos metros da água.
DONO DA MURALHA SONHA COM A CHUVA
O nome de batismo dele é Manoel Germano da Silva, 72, natural de Campo Grande, antigamente Augusto Severo, Oeste do Estado. Mas você pode tratá-lo por um título que nem ele conhece: dono de terras às margens do maior açude do Estado – o Armando Ribeiro Gonçalves.
Não é nada disso. Manoel nunca foi dono de nada e seu maior legado, que ele não deixará aos 14 filhos espalhados pelo mundo, é um cercado de mais de
A obra, monumental para um homem da sua idade, contou com a ajuda eventual de um filho e só. Guarnece uma pequena plantação de milho e feijão que, apesar de estar a poucos metros da água da represa, os braços já cansados do sertanejo não conseguem mais puxar com ajuda de baldes.
“Eu nunca estudei e minha vida toda foi nisso aqui”, diz ele manejando a inchada contra o cascalho. A cerca também protege umas poucas cabeças de gado e cabritos que costumavam pastar por ali logo depois do sangramento da barragem, em 2004. Um ano depois disso, quando a muralha começou a ser erguida, a grama nas margens do reservatório estava alta – bem diferente de como se encontrava na semana passada, raspada pelos dentes dos animais.
Manoel Germano lembra que, em 2004, o Armando Ribeiro sangrou com 28 dias de chuvas. Se isso voltar a acontecer, é certo que a muralha construída por ele terá que ser desmontada rapidamente para não ser levada pelas águas. Como ficaria?
Nesse momento, o velho faz uma pausa, soma vantagens, subtrai desvantagens e sapeca uma resposta surpreendente: “Eu preferiria mil vezes que voltasse a chover muito”.
Nesse dia, sem a cerca que demorou três anos para erguer, o velho agricultor pelo menos veria brotar o capim e teria a terra novamente úmida para plantar.
Fonte: de Fato
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